
Esta exposição individual do artesão Matheus Guimarães, chamada “Sertão D ́água”, visa retratar a importância de se pensar em um Sertão e um agreste que são abundantes em recursos, cultura e saberes tradicionais, buscando relembrar das águas presentes neste território.
Utilizando materiais comuns nas produções artesanais de Feira de Santana e do território do Portal do Sertão, Matheus produziu suas obras usando madeira, palha, cerâmica, tecido e o couro.
Esta proposta se apoia na elaboração de um contra discurso, uma tentativa de elaboração artística que extrapole a ideia reducionista de um sertão seco e com falta de recursos. Pensamos condições de sobrevivência e abundância em um território colonizado, cuja cultura, língua e saberes populares foram diretamente influenciados por relações de poder coloniais, assim o artesanato surge como uma ferramenta de imaginar outras vias, como a maneira de nos enxergarmos nesta porção de terra. Como traz Denise Ferreira da Silva, “recriar à partir da colonialidade e fugir do caminhos que nos empurra para a morte”.

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